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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Quinta de cinema # 3

Em comemoração ao aniversário de Jane Austen, sem dúvida uma das melhores escritoras, o Coffie & Movies realizou o Mês Austen e pra participar resolvi fazer a última Quinta de cinema falando de um filme baseado em uma de suas obras e possivelmente a mais famosa delas: Orgulho e Preconceito.

Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet - Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) - foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.

Esse é um daqueles filmes que posso assistir um milhão de vezes e não me canso. Ok, eu adoro filmes de época, confesso! rsr

A história de Lizzie Bennet e Mr. Darcy já é bastante conhecida, mas nem todos conhecem a fundo, então....Lizzie é uma das filhas do casal Bennet, a de temperamento mais forte sem dúvida. Ela tem mais 4 irmãs, mas somente Jane (a mais velha) consegue ser sua amiga.

A mãe das meninas tem o sonho de casar as filhas logo e com rapazes bem ricos e para tal faz muitas loucuras. Jane se apaixona por um jovem rico - Charles Bingley -, mas a família dele não aceita o romance e os separa antes que algo aconteça de verdade. Já Lizzie toma aversão a primeira vista ao melhor amigo dele - Mr Darcy.

Darcy também não gosta de Lizzie de cara, mas logo o mesmo comportamento impulsivo que não lhe agradava começa a atraí-lo e ele se vê apaixonado pela jovem. Só que a mesma irmã de Bingley que impediu o romance de Jane com é apaixonada por Darcy e decide que deve afastá-lo de Lizzie. Mas muita água passa por baixo da ponte antes que tudo esteja resolvido.

A atuação de Keira como Elizabeth é perfeita. Quando li o livro eu imaginava Lizzie dessa forma e isso foi um ponto muito positivo na minha opinião. Pra ser sincera eu gostei da atuação de quase todos nesse filme.

A história no filme é relativamente diferente do livro, até mesmo em cenas importantes que foram feitas de modo diferente, mas concordo que há casos complicados, afinal existiam cenas no original de Austen que para serem reproduzidas nas telas demoraria um tempo excessivo e poderia cansar ao espectador. Um exemplo é a cena final, em que todo o acerto do casal foi feito tão rápido que me entristeceu, pois eu, como uma romântica assumida, vibrava cada vez que lia essa parte (é romântica e fofa demais...).

Acredito que o que mais senti falta foi a transformação de ódio em amor de Lizzie por Mr. Darcy (adoro!!). No livro essa mudança é bastante sutil, vai acontecendo com o tempo e com as descobertas e no filme acontece de forma muito rápida. Era algo possível de adaptar.

Mas apesar dessas diferenças que eu não gostei (ok, sou exigente, não precisa dizer kkk) esse é um dos únicos filmes baseados em livros que eu amo. Não sei se é só por causa da história que acho perfeita, mas não consigo me irritar com essa versão de Orgulho e Preconceito.











Essa postagem participa do Mês Austen:



domingo, 24 de outubro de 2010

Top mais # 2


O top mais de hoje vai ser feminino. Vou fazer uma lista homenageando as mulheres fortes e guerreiras que batalham todo dia. Fiz uma seleção desses exemplos de força e atitude presentes na literatura.

Às vezes são guerreiras literalmente, enfrentam a violência, as batalhas e lutam para proteger seus amigos, amores ou mesmo desconhecidos. Em outros momentos são símbolos de personalidade forte, que não se abatem por qualquer empecilho ou imprevisto que surge.

As imagens são meramente ilustrativas.



6° Meredith Sulez - Único exemplo que não é a protagonista da história. É uma garota que sem dúvida encara os desfios de cabeça erguida e ajuda seus amigos a enfrentar qualquer tempestade. Consegue manter a calma para poder pensar em situações de risco. Eu a considero uma pessoa muito mais forte que Helena, até mesmo seu ponto de apoio. No último livro da série podemos ver claramente a força dessa personagem.






5° Zoe Flemming - É o tipo de guerreira do dia a dia. Engravidou muito jovem e por causa do filho desistiu da carreira de modelo e da vida com a família que não aceitou sua gravidez. Criou o filho sozinha, trabalhando em dois empregos e mesmo assim não perdeu a alegria, a força de vontade e a atitude perante as pessoas. Ela tem, além de muita garra, um temperamento bem forte e não tem medo de batalhar por uma vida melhor para o filho, mesmo que tenha que fazer tudo sozinha. É o exemplo de muitas mães brasileiras.




4° Lady Hannah Rotchild - Só para começar ela é um agente secreto do SSI - o serviço secreto britânico. Bom, acho que já dá pra ter uma noção da gana e força dela não é. Ela arrisca a vida para proteger a família real de Cordina (e bem, o cara por quem ela acaba se apaixonando). Para que ele não descubra quem ela é, Hannah o magoa profundamente (e vamos combinar meninas que isso dói) e tenta encarar seu relacionamento com ele como trabalho. Ninguém pode negar que ela tem fibra e coragem.





3° Anita Blake - Eita mulher brava! rsrsr. Ela não é do tipo que espera em casa as coisas acontecerem, não mesmo, ela vai atrás da solução e do problema também, por que não?!!! Ela encara e vence o ser mais poderoso conhecido, ela enfrenta batalhas diárias, defende seus amigos fisicamente e se precisar arriscar a vida por alguém ela fará. E além de tudo tem uma personalidade de leoa, domina o ambiente, enfrenta seus medos. Ela é alguém admirável.





2° Elizabeth Bennet - Essa é uma lutadora sem facas, estacas ou revolveres. Ela tem personalidade muito, mas muito forte mesmo. Quando se poderia imaginar uma mulher na época da história encarando os homens de frente, os tratando como iguais e não se preocupando simplesmente em agradá-los. Ela briga pelo que quer e pelo que acredita. Não se intimida com o que os outros falam e sabe se defender, desconcertando os homens que não estavam acostumados a essa atitude. Tem força de vontade, garra e mesmo que sofra, não permite que os outros percebam.





1° Rose Hathaway - Essa é o tipo de guerreira de verdade. Por mais que tema algumas coisas, ela as encara. Entra nas frente de outros para protegê-los, encarou seus piores inimigos para cumprir uma promessa ao homem que ama, não teme nem mesmo a Rainha. Ela tem personalidade e mostra isso, tem coragem, tem força, tem garra. Encara os desafios de peito aberto, briga se precisar e não se rende. Ela arrisca seu maior sonho para proteger sua amiga. É uma mulher de fibra.






E aí, gostaram da listinha? Dê sua opinião aqui, quem sabe não vem outra mais pra frente.


domingo, 29 de agosto de 2010

Vídeos # 8

Esse post eu encontrei no blog da Adriana Zardini, Jane Austen Sociedade do Brasil, e não resisti


Pride and Prejudice and Star Wars


Eu descobri este vídeo hoje cedinho, meio que sem querer... é uma mais uma montagem com cenas do filme Star Wars e falas/músicas de Orgulho e Preconceito (2005) com Keira Knightley e Matthew Macfadyen. O interessante é que a pessoa que fez a montagem conhece tanto Orgulho e Preconceito quanto Star Wars e colocou cada personagem (mesmo que em alguns casos não fossem do mesmo gênero). Como Natalie Portman fez Star Wars, ela faz o papel de Lizzy Bennet nesta montagem. Será que é uma boa preview de Orgulho e Preconceito e Zumbis?





Muito engraçado não é?


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Na rede # 18


Foi anunciada a capa do livro de Elizabeth Eublerg, Prom & Prejudice. Vejam só!

É uma verdade universalmente conhecida que um jovem solteiro no semestre de primavera na Academia Pemberley deve estar a procura de um par para o baile.
Após a pausa de inverno, as meninas de muito prestígio, muito ricas, da Academia Longbourn só para meninas estão de repente obcecadas com o baile, que dividem com a próxima, e também muito elitista, escola Pemberley só para meninos. Lizzie Bennet que possui bolsa de estudos em Longbourn, não é exatamente interessada em vestidos da moda e sapatos caros, mas sua melhor amiga, Jane, pode ser, especialmente agora que Charles Bingley está de volta de um semestre em Londres. Lizzie está feliz com o começo de romance de sua amiga, mas menos do que impressionada com Will Darcy, amigo de Charles, que é tão esnobe e pretensioso como seu amigo é bom. Ele não parece gostar de Lizzie também, mas ela acredita que é porque a família dela não tem dinheiro. Não ajuda que Charles não pareça estar pra convidar Jane para o baile, ou que Lizzie conheça George Wickham, que lhe conta que Will Darcy sabotou sua bolsa de estudos em Pemberley. Claramente Will Darcy é um idiota pomposo que olha como superior para a classe média - então imagine a surpresa de Lizzie quando ele a convida para o baile!
O preconceito de Lizzie e o orgulho de Will os manterão afastados? Ou eles são o novo casal do baile?


Qualquer semelhança com a obra de Jane Austen não é mera coincidência rsrs. Elizabeth Eulberg criou um romance atual baseado no famoso Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Pois é, mais um livro baseado em algum clássico... Prom & prejudice será lançado em janeiro. É esperar pra ver!


domingo, 4 de julho de 2010

Orgulho e Preconceito

O principal assunto do livro é contemplado logo na frase inicial, quando a autora menciona que um homem solteiro e possuidor de grande fortuna deve ser o desejo de uma esposa. Com esta citação, Jane Austen faz três referências importantes: a autora declara que o foco da trama será os relacionamentos e os casamentos, dá um tom de humor á obra ao falar de maneira inteligente acerca de um tema comum, e prepara o leitor para uma caçada de um marido em busca da esposa ideal e de uma mulher perseguindo pretendentes.
O romance retrata a relação entre Elizabeth Bennet (Lizzy) e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra rural do século XVIII. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma delas casadas, o que a Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo.
Quando o Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima da casa dos Bennet, a Sra. Bennet vê nele um possível marido para uma de suas filhas. Enquanto o Sr. Bingley é visto com bons olhos por todos, o Sr. Darcy, por seu jeito frio, é mal falado. Lizzy, em particular, desgosta imensamente dele, por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. A recíproca não é verdadeira. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy realmente se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. A partir daí o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, mostrando também, desse modo, a sociedade do final do século XVIII.
Considerado a obra prima de Jane Austen, ORGULHO E PRECONCEITO ganhou diversas versões para o cinema e televisão, a mais recente em 2005, com interpretações de Keira Knightley e Matthew Macfadyen nos papéis principais. (americanas.com)

Eu sou suspeita para falar desse livro porque sou fã de Jane Austen e apaixonada pela personagem Mr. Darcy. Apesar da história ter sido escrita no final do século XVIII, a narrativa é viciante. É sério, comecei a ler o livro e fui dormir às 4:30 da manhã porque precisava saber qual era o final da história, não dava para esperar.

Adoro a Lizzy, uma mulher forte, decidida, vibrante, cheia de opinião e ao mesmo romântica e delicada. Acho até que poderia dizer que ela é uma típica mulher do século XXI, mas que vive dois séculos antes e, como as mulheres da sua época, sonha com uma família e um lar. Filha de uma mãe "maluca" e fútil (que só quer saber de casar as filhas e se preocupar com a vida alheia, além de fazer drama por qualquer coisinha), de um pai que prefere não se preocupar com nada (acho que já desistiu, com a mulher que tem) e com uma irmã que só pensa em estudar ( e o pior, não sabe nem tocar piano bem de verdade) e outras duas mais fúteis que a mãe (que só pensam em homens, roupas, homens, festas, homens....), Lizzy só encontra companhia na irmã mais velha: Jane (considerada a mulher mais bela da cidade, mas extremamente tímida - se comparada a Lizzy então).

Mr. Darcy é um homem (de verdade, não um garoto), que começa como um arrogante e orgulhoso, mas que por amor se transforma em um romântico e apaixonante homem. No início a relação entre eles solta farpa, mas durante a história muita coisa muda. Você se pega torcendo no final do livro para que os dois fiquem juntos, e se arrepia com algumas falas entre eles. Darcy é amigo de Mr. Bingley, que se apaixona por Jane, mas que vê seu romance interrompido devido intrigas de sua irmã e de seu amigo Darcy.

Existem outros personagens marcantes na trama: Mr. Wickham (um "soldado"), Lady Catherine de Bourgh (a tia insuportável de Darcy), William Collins (primo esquisito, interesseiro de Lizzy e um completo puxa saco de Lady Catherine de Bourgh)

Sem dúvida Orgulho e preconceito é a obra prima de Jane Austen. Leiam, eu recomendo.

Autora: Jane Austen
Editora: Abril