sábado, 21 de agosto de 2010

Excerpt

Trecho do conto Sunshine de Richelle Mead que conta a história dos pais de Lissa, personagem de Vampire Academy. É isso mesmo, um trecho do livro traduzido!!!

" Capítulo 2

Rhea Daniels não gostava de barcos. Ela sempre se perguntava se isso tinha algo a ver com ser uma portadora de fogo. Todos os Morois tinham uma ligação mágica com um dos quatro elementos - terra, ar, água ou fogo. Aqueles que usavam a água pareciam sempre amar nadar e estar em barcos. Não Rhea. O balanço para frente e para trás - mesmo em um barco de grande porte como esse - fez ela sentir náuseas, e ela tinha um medo constante de cair da lateral e afundar em um escuro e frio túmulo.

Isto não a impediu de ficar perto da borda esta noite, longe das risadas dos outros que ainda estavam falando sobre o ataque na praia. Ela não ligava para seu isolamento, ela não conhecia a maioria deles mesmo. Além disso, o lado de fora do iate recebia mais vento, e aquele ar frio fez ela se sentir um pouco menos doente. No entanto, ela ainda agarrou a grade com um aperto que fez doer seus dedos. Fazendo uma careta, ela olhou em frente para seu destino. Como todos os vampiros, ela tinha excelente visão noturna e podia discernir a forma escura da ilha contra o céu estrelado. Eles não estavam se movendo rápido o bastante, não tanto quanto ela queria.

- Suas mãos não doem?

A voz assustou-a. Morois tinham uma boa audição, também, mas o recém-chegado pegou-a desprevenida. Dando uma olhada, ela viu um garoto olhando-a atentamente enquanto punha as mãos na sua calça caqui. O vento fazia uma bagunça com seu cabelo louro-pálido, mas ele não parecia notar. Essa cor de cabelo era fascinante. O dela mesma era um dourado luminoso, mas o dele era de platina que provavelmente pareceria branco na luz certa. Houve também um ar real dele, como alguém que tivesse nascido e sido criado com poder e prestígio, mas essa descrição se aplicava a maioria dos que estavam naquela viagem.

- Não. - Ela mentiu. Fez-se silêncio. Rhea odiava o silêncio. Ela sempre sentiu a necessidade de manter uma conversa e esforçou-se agora para pensar no que dizer depois. - Por que você está aqui? - As palavras soaram dura e ela estremeceu.

Ele deu um pequeno sorriso. Ele tinha lábios bonitos, ela decidiu. - Você quer que eu a deixe? Essa é sua parte privada do navio?

- Não, não, claro que não. - Ela esperava que ele não pudesse vê-la corar no escuro. - Eu apenas pensei...Quer dizer, estou surpresa de você não estar com os outros.

Ela achou que ele poderia fazer alguma observação provocativa, mas, para sua surpresa, o sorriso desapareceu. Ele desviou os olhos e olhou para o mar. Ela estudou suas roupas como ele fez. Ele não estava de smoking ou algo assim, mas as calças e o suéter "gritaram" mais riqueza e status. Ela se atentou de suas próprias calças jeans. As próximas palavras dele a trouxeram de volta de sua análise de moda.

- Eu acho que estou cansada de ouvir as histórias de Strigoi. - disse ele em uma voz firme, definitiva. - Como se fosse alguma espécie de sideshow maravilhoso.

- Ah. - Ela olhou para onde aquela garota, Ashley?, estava recontando sua história pela centésima vez. Rhea continua ouvindo trechos disso, e a história parecia ficar mais elaborada cada vez que era contada. Nessa versão os Strigoi tinham mesmo jogado-a no chão, e foram necessários todos os guardiãos para resgatá-la. Rhea voltou sua atenção para o estranho companheiro. - É...eu não acho isso interessante, ao menos não do jeito deles.

- Não acha? - Ele olhou para ela, com olhos esbugalhados como se fosse a coisa mais estranha do mundo alguém que não pensaria que um ataque de Strigoi foi legal. Ela viu então que seus olhos eram cor de jade, tão fascinante pra ela quanto seu cabelo. Esse tom de verde era lindo e raro, apenas aparecendo em algumas das famílias reais. Os Dashkovs eram uma, mas ela não conseguia se lembrar dos outros.

- Claro que não - , ela zombou, esperando que seu exame dele não tenha sido muito óbvio. - Eles não estariam tão animados se alguém tivesse sido realmente ferido. Quero dizer, Deus, não se lembram do ataque no início desse ano em San Jose?Quando todas aquelas pessoas morreram?

A postura dele ficou rígida, seus olhos selvagens, e ela rapidamente lamentou sua palavras. Ele tinha conhecido alguma das vítimas? Sentiu-se estúpida e desajeitada, repreendendo-se em silêncio por não pensar antes de falar.

- Me desculpe, eu não deveria ter...

- Você se lembra disso? -, ele perguntou, sua voz tão confusa quanto antes.

- Sim...Como eu não poderia? Quero dizer...Eu não conheci ninguém pessoalmente, mas todas aquelas pessoas ...a maioria era Lazars, mas havia aquele senhor Szelsky...e a esposa do príncipe Dragomir. Qual era o nome dela?

- Alma -, ele disse baixinho, ainda parecendo admirado.

Rhea hesitou, sem certeza do quanto ela deveria dizer sobre isso. Ela estava certa agora que ele tinha conhecido alguém. - Bem, isso foi horrível. Mais que horrível. Não posso sequer imaginar como as famílias deles devem se sentir.

- Foi há seis meses -, ele disse abruptamente.

Rhea franziu a testa, tentando descobrir o significado daquela afirmação. Ele não estava aceitando aquilo ou significava que seis meses era muito tempo, o que pra ela não era. Ele falou como se ele estivesse testando ela, o que não fazia muito sentido.

- Eu não acho que seis meses seja tempo suficiente para superar a perda de alguém que você ama - , ela disse por fim.

Ele abriu a boca pra dizer alguma coisa, mas uma súbita onda sacudiu o barco. O barco balançou levemente, causando alguns gritos nervosos na multidão atrás deles. Rhea engasgou e apertou a grade com mais força, o que ela realmente não tinha pensado que seria possível, e escorregou um pouco. Seu companheiro a segurou, ajudando-a a permanecer firme quando o barco endireitou-se e recuperou seu bom velejar.

Respire fundo, respire fundo, ela disse a si mesma. Não era isso que as pessoas faziam para se acalmar? Respirar fundo não parecia ser um problema para ela. Ela estava à beira da hiperventilação, e seu coração parecia que logo ia bater para fora de seu peito.

- Calma -, ele disse com a voz baixa e suave. - Você está bem. Foi apenas uma onda ruim.

Rhea não podia responder. Seu corpo ficou tenso e rígido, incapaz de se mover ou reagir em seu terror.

- Hey. - Ele tentou de novo. - Tudo está bem. Olha, nós estamos quase lá, vê?

Com muito esforço Rhea virou-se para onde ele apontou. Claro bastante, a ilha estava muito mais perto. Um conjunto de luzes marcou o cais, e pessoas ao longo da costa pareciam prontos para guiá-los.

Expirando, ela relaxou seu aperto, um pouco, e mexeu seu corpo. Ele ainda segurava ela, aprentemente sem certeza se ela realmente estava bem.

- Obrigada -, ela disse por fim. - Eu estou...Eu estou bem agora.

Ele esperou por mais alguns instantes e então finalmente a soltou. Quando ele tirou sua mão de onde tinha estado pressionando a dela, ele pareceu surpreso ao notar o anel que ela usava. Seu grande diamante de corte marquise brilhava em seu dedo. Ele olhou para ela em choque, como se estivesse vendo uma cobra lhe envolvendo a mão.

- Você está...você está noiva?

- De Stephen Badica

- Sério?

O tom de sua voz, soando descrente, de repente desencadeou uma feroz faísca nela. Claro ele ficou surpreso. Por que não seria ele? Todos estavam. Todos se perguntavam como era possível que Rhea Daniels, que era apenas meio-real, poderia ter capturado o interesse de alguém que veio de um prestigiado ramo de sua linha. O casamento dos pais dela tinha sido escândalo suficiente. Todo mundo pensou que o casamento de sua mãe a rebaixou, e Rhea sabia a dor que aquilo tinha causado na mãe para encorajar seu compromisso com Stephen.

Ainda assim, Rhea odiava as insinuações. Ela tinha ouvido sussurros, pessoas que se perguntavam se talvez os pais dela tinham feito algum tipo de acordo com os pais de Stephen, alguns subornos. Ouros disseram que Stephen estava interessado porque ela era fácil, e que o compromisso não findaria uma vez que ele se cansasse dela. Ela sabia que os dois pareciam um casal estranho. Rhea era tranquila, mas uma observadora no mundo. Stephen era extrovertido e agitado, sempre no centro do mundo, tanto que ele estava fora agora com os outros, revivendo a emoção anterior.

Rhea afastou-se do loiro. - Sim. -, disse ela. - Sério. Ele é ótimo. Ele me convidou. - . Ela era uma das poucas pessoas aqui que não tinha estudado na Academia St. Vladimir.

- Yeah... - Esse cara não soava estar totalmente certo. Principalmente, ele ainda parecia confuso. - Eu só...Eu apenas não posso ver vocês dois juntos.

Claro que não. Ele obviamente era alguém elitizado. Mesmo entre a realeza, havia alguns que eram melhores que os outros. Foi mesmo uma maravilha ele vir falar com ela.

- Você não se preocupa....Você não se preocupa que você ainda seja muito jovem? - De novo, ele elevou o tom da pergunta, irritando-a.

- Quando você encontra alguém bom, você não precisa saltar de pessoas pra pessoa.

Ele vacilou e parecia se atrapalhar com uma resposta, deixando-a saber que ela atingiu uma área sensível. Ele foi salvo quando uma menina de cabelos muito castanhos o chamou para ir se juntar a eles. Ela se dirigiu a ele como Eric.

- É melhor você ir -, disse Rhea. - Foi bom conversar com você.

Ele começou a se virar e em seguida hesitou mais uma vez. - Qual é seu nome?

- Rhea

- Rhea...-, ele disse o nome como se estivesse analisando cada sílaba. - Eu sou Eric

- Sim, eu ouvi. - Ela olhou pra trás sobra a borda do barco sinalizando que ela tinha encerrado a conversa com ele. Ela teve a impressão que ele poderia dizer algo mais, mas depois de vários longos segundos, ela só pode ouvir o som dele se afastando, quando as ondas bateram ao lado do barco."

Nossa, muito legal não é. Estou louca pra ler o livro. Ah se você quiser ler esse trecho em inglês clica aqui. Mas diz aí, o que achou? Ficou com vontade de ler tudo???



2 comentários:

Vanessa disse...

Cara, como eu quero ler esse livro!!To louca pra saber a história dos pais da Lissa!Tomara que conte até a parte do acidente de carro em que eles morrem!Apesar de duvidar muito que vá contar até lá, mas a esperança é a última que morre!
E o nome dela,NOSSA, Rhea, da onde ela tiro isso?!não tinha um nome de gente pra botar nela não?Não precisava esculachar né.MAAAAS a história parece ser fantástica e eu não vejo a hora de ler tudo, mesmo que seja pelo computador.E tomara,se Deus quiser e não deixar eles fazerem burrada,de novo, que eles mantenham o nome e a capa originais!! *--------*

Amanda disse...

Também estou louca pra ler, mas não acredito que chegue até o acidente até por ser só um conto né, ia ficar mt longo